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Side Quest 2026: ASCJogos e Brazil Games conectam estúdios catarinenses a investidores internacionais

Originalmente publicado em estado.sc.gov.br por Leonardo Ferreira Barbosa, Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação. Texto adaptado e republicado pela ASCJogos com contexto adicional sobre a participação dos estúdios catarinenses.


A semana de gamescom latam 2026 deixou um saldo histórico para os estúdios de games catarinenses. O programa de matchmaking promovido pela Brazil Games e pela Abragames abriu portas para dezenas de reuniões de negócios entre nossos associados e publishers, plataformas e investidores internacionais. E o ciclo não terminou no Anhembi: nos dois dias seguintes, sete desses convidados internacionais embarcaram para Florianópolis para a 2ª edição do Side Quest, organizada pela ASCJogos e pela Brazil Games.

Foram dois dias de imersão, entre 4 e 5 de maio, que reuniram 21 empresas de games de Santa Catarina com sete dos principais nomes do mercado global. O evento foi promovido pela ASCJogos e pela Brazil Games (programa de exportação da Abragames em parceria com a ApexBrasil), com apoio da SCTI, Sebrae/SC, Sapiens Park, Abragames e Impact Hub Floripa. Mais do que um encontro do setor, o Side Quest faz parte de uma estratégia de internacionalização que aproxima o ecossistema catarinense dos investidores globais.


➔ A força do matchmaking durante a gamescom latam

Antes de falar sobre o que aconteceu em Florianópolis, vale recapitular a semana anterior. A gamescom latam 2026, realizada de 30 de abril a 3 de maio no Distrito Anhembi, em São Paulo, contou com um programa de matchmaking robusto que foi um divisor de águas para nossos associados.

Importante esclarecer: esse programa de matchmaking é uma iniciativa da Brazil Games e da Abragames em parceria com a organização da gamescom latam. Costuma haver uma confusão de que o matchmaking é da própria gamescom, mas o trabalho de aproximar publishers, plataformas e investidores internacionais aos estúdios brasileiros é fruto de anos de articulação institucional do programa de exportação brasileiro de games. É uma distinção que importa, porque reconhece o crédito devido a quem constrói essas pontes há mais de uma década.

O resultado foi expressivo para os estúdios catarinenses. Foram dezenas de reuniões agendadas, centenas de minutos de pitches, conversas que abriram caminhos para parcerias futuras. O Side Quest nasceu, em 2025, justamente para aproveitar esse momento e estender as conversas em ambiente mais íntimo, em casa, e com tempo para construir relacionamento real.


➔ Side Quest: dois dias para construir relacionamento

Diferente de eventos com agenda apertada e estandes lotados, o Side Quest é desenhado para o oposto: poucos convidados, conversas longas, almoços compartilhados, e tempo para mostrar o que Florianópolis e Santa Catarina têm de melhor.

Os sete convidados internacionais foram:

A curadoria reflete a diversidade do que nossos associados precisam acessar: publishers de PC e console, plataformas web, especialistas em monetização e infraestrutura, e consultorias estratégicas para empresas em fase de internacionalização. Cada conversa abriu uma frente diferente para os 21 estúdios catarinenses presentes.


➔ Dia 1: apresentações no Acate Downtown e rodadas de speed meeting

A segunda-feira começou no Acate Downtown, em Florianópolis. Bruno Rodrigues, do Sebrae/SC, abriu as apresentações trazendo o panorama do ecossistema de inovação catarinense e os programas disponíveis para empresas do setor. Em seguida, a ASCJogos apresentou o associativismo do estado, os mais de 20 estúdios membros, seus portfólios e capacidades.

Os sete convidados internacionais subiram ao palco para falar sobre o que estão buscando, em quais segmentos atuam, e que tipo de projeto faria sentido para suas empresas. Esse painel preparou o terreno para a tarde, dedicada a rodadas de speed meeting de 7 minutos entre cada empresa catarinense e cada um dos convidados.

Em pouco mais de três horas, foram realizadas dezenas de reuniões. O formato compacto força foco: cada estúdio precisa ser claro sobre o que oferece, o que busca, e por que aquela conversa específica é relevante. É um exercício de pitch que beneficia a maturidade comercial de toda a indústria local.


➔ Dia 2: governo, ecossistema e fechamento no Sapiens Park

A terça-feira aconteceu no Sapiens Park, espaço que reflete a aposta de Santa Catarina na economia da inovação. Heleno Martins Junior, coordenador do programa SC Games na SCTI, abriu o dia com uma apresentação sobre as políticas públicas catarinenses para o setor. Em seguida, o secretário-adjunto da SCTI, Nicola Martins, e o diretor do Sapiens Park, Fernando Bez, apresentaram o ambiente institucional e os ativos do estado para receber empresas do setor.

“O evento reforça um movimento já em curso: Santa Catarina está se consolidando como um ambiente fértil para o desenvolvimento da indústria de games, com políticas estruturadas, formação de talentos e incentivo à inovação por meio do programa SC Games. Estamos criando as condições para que Santa Catarina não apenas participe, mas lidere esse movimento.” — Heleno Martins Junior, coordenador do programa SC Games / SCTI

Para Kris Roberts, da Nordicity, o estado tem os ingredientes certos.

“Santa Catarina tem muitos desenvolvedores talentosos, um ambiente excelente e um governo bastante engajado no desenvolvimento do setor. Esses são ingredientes fundamentais para o sucesso. Com o suporte e a orientação adequados, a indústria tem uma oportunidade real de se destacar no cenário global.” — Kris Roberts, CEO da Nordicity

O almoço foi à beira-mar, decisão proposital para mostrar a Florianópolis fora dos slides, com a paisagem que já é, por si, um argumento de internacionalização. Não é à toa que o estado vem atraindo profissionais e empresas de tecnologia de todo o Brasil e do exterior.

À tarde, Kris Roberts e Matthes Lindner trouxeram apresentações estratégicas sobre tendências internacionais e modelos de internacionalização. Para fechar, três associados subiram ao palco: Leonardo Cunha (2 Wedges), Lucas Silva, e o presidente da ASCJogos, Leonardo Bilck (Plot Kids / Truth and Tales). As apresentações mostraram, em primeira pessoa, o trabalho dos estúdios catarinenses com seus IPs originais e suas capacidades em serviços para terceiros.


➔ O peso do mercado global de games

Para entender por que esse trabalho de aproximação importa tanto, basta olhar o tamanho do mercado. A indústria global de games movimenta hoje entre US$ 180 e 200 bilhões por ano, valor que supera, com folga, os setores de cinema e música somados. O número de jogadores no mundo já passa de 3 bilhões de pessoas, com os jogos mobile representando cerca de metade da receita total. As projeções indicam que o mercado pode ultrapassar US$ 250 bilhões até o fim da década.

Santa Catarina é hoje o segundo estado brasileiro em desenvolvimento do setor, atrás apenas de São Paulo, segundo o Stun Game Index 2025. Oito municípios catarinenses estão entre os 100 mais relevantes do país no segmento: Florianópolis, Joinville, Blumenau, Chapecó, Criciúma, Itajaí, São José e Balneário Camboriú. Florianópolis aparece em terceiro lugar no ranking nacional e lidera em desempenho proporcional à população.

O desempenho é sustentado por políticas públicas voltadas à inovação e à economia criativa, com destaque para o programa SC Games e o edital Start SC Games (iniciativa conjunta da Fapesc e da SCTI). A consolidação ganhou ainda mais força com a sanção da Lei nº 19.789/2026, que tornou o programa SC Games política pública permanente do estado.


➔ Cooperativismo: o jeito catarinense de fazer

Eventos como o Side Quest só acontecem porque um conjunto grande de pessoas e instituições se articula em torno de um objetivo comum. Aqui, queremos agradecer nominalmente a quem fez essa edição possível:

  • Luiza Guerreiro (Abragames), pela articulação nacional e pela presença constante ao lado dos estúdios catarinenses

  • Patrícia Sato (Brazil Games), pelo trabalho que abre caminho para a internacionalização das empresas brasileiras de games

  • Heleno Martins Junior (SCTI / SC Games), pela continuidade de uma política pública catarinense que já é referência nacional

  • Bruno Rodrigues (Sebrae/SC), pelo apoio sistemático às empresas do setor no estado

  • Professora Márcia Battistella (SC Games), pelo trabalho de formação de novos talentos que sustenta a base do nosso ecossistema


E aos sete convidados internacionais que aceitaram o convite e dedicaram dois dias completos para conhecer a indústria catarinense de perto: o nosso muito obrigado.

Tudo isso reforça uma característica que é parte da identidade de Santa Catarina e da forma como a ASCJogos opera: o cooperativismo. Não é casualidade que o estado tenha um dos maiores cooperativismos agrícolas, de crédito e de saúde do Brasil. A mesma lógica permeia a nossa associação e a forma como construímos nossa indústria local. Crescemos juntos para competir globalmente não é um slogan, é a forma como trabalhamos.


A 2ª edição do Side Quest fechou com 21 empresas catarinenses mais conectadas ao mercado internacional, sete convidados de peso saindo com um entendimento concreto do que produzimos no estado, e a sensação clara de que a indústria de games em Santa Catarina já não é uma promessa, é uma realidade em movimento. Até o próximo Side Quest.


➔ Referências

Notícia original e fontes oficiais:


Programas e instituições parceiras:


Índices e levantamentos:


Conteúdo relacionado da ASCJogos:

  • SC Games agora é lei: o que muda para a indústria de games em Santa Catarina

  • Como se preparar para o mercado de jogos


Sobre a ASCJogos

A ASCJogos (Associação Catarinense de Desenvolvimento de Jogos) é a associação oficial da indústria de games do estado de Santa Catarina. Fundada em 2022 e formalmente constituída em 2025, representa mais de 20 estúdios e cerca de 500 desenvolvedores. Nossa missão: crescer juntos, competir globalmente. ascjogos.org.br


Tags: Side Quest, ASCJogos, Brazil Games, Abragames, gamescom latam, jogos indie, internacionalização games, SC Games, Santa Catarina, Florianópolis, investidores games, ApexBrasil


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Associação Catarinense de Desenvolvimento de Jogos

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